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A magia dos anos 90

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Eu vivi o meu primeiro amor platônico em 1997. E fico pensando como teria sido tão não-mágico caso naquela época, já fosse comum ICQ, MSN, e outras tecnologias.

Ok. Em 1997 eu tinha apenas nove anos. Mas é exatamente nessa fase em que os amores platônicos costumam surgir, e diferente de 17 anos atrás, hoje em dia eles devem durar não mais do que alguns meses. E você imagina por quê? Porque hoje em dia você se apaixona por uma pessoa, procura no facebook e já encontra os amigos em comum. Se tiver coragem adiciona, vira amigo, descobre que a pessoa é um ser humano comum, cansa, e desapaixona.

Mas naquela época não. Nos anos 90, um amor platônico poderia durar anos, só pelo encanto de você não saber da rotina do seu amor principalmente se for (como no meu caso) um amor de praia. Imagina só? Você passar 10 meses do ano esperando por aquelas férias, só para ver seu príncipe enquanto ele sai de casa para ir até a praia, ou naquela rodinha de amigos em que ele – provavelmente – vai fingir que você nem existe. Ainda assim, certamente será  um dos momentos mais mágicos da sua vida. Caso você quisesse ter um relacionamento que fosse além disso, teria que ter muita coragem (ou cara de pau) de pedir o telefone e falar com a pessoa na raça mesmo! Nada de whatsapp ou emoticons para te representar. Teria quer ser um “quer sair comigo?”, sem o test drive no bate-papo do UOL.

E o mesmo se aplica para as amizades nessa época. Talvez seja por isso que as pessoas (e eu me incluo nisso) furam tanto seus compromissos hoje em dia. É muito fácil você mandar um whatsapp 40 minutos antes do combinado dizendo que não vai rolar. Mas e se fosse antes? Pô! Antes você usava uma ficha de orelhão, ligava pro telefone da casa do coleguinha, combinava o cinema para a quinta-feira da semana que vem. E o que acontecia? Quinta-feira da semana que vem você estava lá na porta do cinema conforme o combinado, porque se não estivesse, como ia avisar que não ia?

Bom, graças a Deus e às tecnologias, hoje em dia podemos furar a vontade sem deixar ninguém esperando, nos apaixonar por várias pessoas desconhecidas (basta saber o sobrenome, ou pelo menos o primeiro nome e a profissão para procurar no facebook), adicionar aquele gatinho no Orkut (olá, marido!), e reencontrar os amigos de infância. E até o amor platônico de 1997. E descobrir que ele é uma pessoa normal. Que coisa, né?

 Bases_Assinaturas_ATerapiaDeAlicePrile

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Uma Resposta para "A magia dos anos 90"

  • milenedamata
    1 de maio de 2014 - 00:20 Responder

    Uffa que a gente tem Whats e Face pra atrasar a vontade, né Prile? rerere

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