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2+2 = 5… Existe lógica em amar?

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Adoro a ideia de que somos bichos e que nosso instinto animal é na verdade o que guia nossas atitudes. Diversas tecnologias surgem, aprendemos etiqueta, estudamos décadas, mas têm coisas que são mais fortes do que nós e nos fazem transbordar. Então, quando reencontrei a completíssima reportagem “Amor” de Jeanne Callegari, para a Super Interessante em 2010, sobre a matemática de amar, me esbaldei. Ela conta como a ciência vem encontrando lógica no amor, faz uma análise das reações do organismo humano no início, meio e fim dos relacionamentos, e mostra como todo o nosso comportamento, as vezes doentio, vem lá do tempo das cavernas.

Para ler a matéria completa clique aqui. Separei cinco tópicos que achei bem curiosos, espero que se esbaldem tanto quanto eu!

Aquela coisa de “pele” realmente existe: aparentemente escolhemos nossos parceiros pelo cheiro! Sim, ao longo dos anos encontramos uma forma de perceber quais candidatos teriam um sistema imunológico complementar ao nosso, e através do olfato é que a “química” passou a acontecer. E tudo isso, por quê? Com parceiros com sistemas imunológicos complementares, teoricamente geramos descendentes mais saudáveis!

Dependência química: forte assim! Depois que você escolheu um parceiro imunologicamente cheiroso e as coisas começaram a acontecer, logo você sente que não é mais tão sua quanto antigamente. Normal, o neurotransmissor da paixão é a dopamina, ligada ao sistema de recompensa, que faz com que os indivíduos busquem coisas prazerosas (comida, amor ou até mesmo drogas). “O sistema de recompensa avisa o cérebro sempre que uma coisa boa está para acontecer. Ficamos altamente motivados, antecipando o prazer que virá”, diz Suzana Herculano-Houzel, neurologista da UFRJ e autora do livro Sexo, Drogas, Rock’n’roll… & Chocolate – O Cérebro e os Prazeres da Vida Cotidiana.

Somos monogâmicos, porque… isso tem a ver com o fato de nossos ancestrais terem se tornado bípedes, logo as fêmeas já não podiam mais carregar seus filhotes nas costas, tinham que colher frutas, se defender de animais, enquanto ficavam de olho na prole, tudo ao mesmo tempo (acredito que é daí que nos tornamos multitarefa)! Resultado: nossas ancestrais criaram dependência de proteção e sustento com os machos, que por sua vez viram a trabalheira que era cuidar de uma família e se tornaram monógamos. Imagina o que seria de nós, se simplesmente não tivéssemos começado a andar sobre duas pernas!?

A paixão acaba. Esta não é uma afirmativa 100% correta, pois todas nós conhecemos ou já ouvimos falar de algum casal que mesmo depois de tantos anos continuam extremamente apaixonados. Mas, cientificamente, a atenção despendida ao seu objeto de afeto diminui com o passar do tempo, porque não seria saudável criar filhos, cuidar de uma casa ou simplesmente tocar a vida, se a sua maior preocupação continuasse a ser a mensagem de “boa noite” ou a tentativa de provar que você é quem ama mais e pronto (ou “plonto” com vozinha)!

Ciúme é mecanismo de defesa: sim, ele surgiu com o objetivo de preservar as relações monogâmicas e soar como um alarme ao sinal de infidelidade. Só que como homens e mulheres têm estratégias reprodutivas diferentes, o ciúme também difere de acordo com o gênero. Homens sentem mais ciúmes da infidelidade sexual, pois para eles é muito mais sofrido criar o filho de um outro homem. Já para as mulheres o que pesa mesmo é a infidelidade com envolvimento emocional, porque biologicamente temos aquele lance da dependência de proteção.

A reportagem aborda ainda diversos outros temas polêmicos, como: traição, pornografia como fator positivo para manutenção de relacionamentos, crise dos 7 anos, excesso de intimidade e etc. Preferi fazer algo mais expositivo e menos gerador de DR’s, mas sei que só estes cinco tópicos podem render reflexões loucamente interessantes. Para concluir, vou usar a mesma frase que abri este post: adoro a ideia de que somos bichos e que nosso instinto animal é na verdade o que guia nossas atitudes!

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3 Respostas para "2+2 = 5… Existe lógica em amar?"

  • mylenagama
    19 de maio de 2014 - 22:43 Responder

    Oi Ana, valeu! Obrigada pela visita ;)

  • EC
    28 de outubro de 2015 - 18:16 Responder

    Mylena boa tarde

    Ótimo texto, vou ter que comprar o livro para ver o que posso aprender com ele e descobrir mais sobre as mulheres.

    é sempre importante ser capaz de interpretar o sexo feminino para que a nossa parceira se sinta completa, realizada e compreendida( Ardua tarefa…….mas recompensadora.)

    • a terapia de alice
      29 de outubro de 2015 - 10:38 Responder

      Oi Emanoel! Seres humanos, no geral, são surpreendentes, mas realmente o sexo feminino pode ser um pouco complicado de interpretar. Sevc comprar o livro, passe um dicas pra gente depois :)

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