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A arte de experimentar vidas

Quem nunca pensou em fugir daqui? Seja no fim de um dia caótico ou num momento de reflexão sobre os caminhos que a vida está tomando. Ir para um lugar bem longe, conhecer um monte de gente nova, desvendar os mistérios de uma cidade ou país diferente, até sentir saudades da vida daqui, ou não.

Este é um sentimento que me invade às vezes. Quando eu era criança, dizia para minha mãe que eu queria ser índio, depois eu cresci um pouquinho e meu apego por uma cama macia e outras regalias me fez fantasiar vidas menos “radicais”. Já tive a sorte de experimentar vidas diferentes, de universitária americana que grita “paaaarty!” e vai a festas dignas de estarem em um dos filmes do American Pie, a mochileira solitária pela Europa, dormindo em hostels duvidosos, me lamentando por não ter prestado mais atenção nas aulas de história e conhecendo cada tipo de figura. Ainda quero ver muita coisa nessa vida, mas enquanto engordo minha poupança e espero chegar aqueles tão amados 30 dias de férias, me delicio com as histórias protagonizadas por outras pessoas.

apto 205, Fairborn - Ohio! Uau!

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muitas selfies mochilando pelo muro de Berlim, Castello Dell'Ovo em Nápoles e Torre Eiffel

muitas selfies mochilando pelo muro de Berlim, Castello Dell’Ovo em Nápoles e Torre Eiffel

Há um tempo, um amigo me encaminhou um texto do blog “Nômades Digitais” (leia aqui) que falava sobre uma família que tinha largado toda a vida confortável da cidade para viver uma “vida larga” na Chapada Diamantina, na Bahia. A principal motivação do casal Manu e Hugo, era criar os filhos Tomé e Nina mais próximos da natureza, mantendo seus espíritos livres. Todas as aventuras e desafios da família que fez o caminho contrário do êxodo estão no blog “Notas sobre uma Escolha”, escrito pela mãe (conheça aqui).

Manu, Hugo, Tomé, Nina, as cabras e a galinha

Manu, Hugo, Tomé, Ninas, as cabras e a galinha

As histórias são encantadoras e verdadeiras, mostram a consciência e abertura da família em relação às condições do novo ambiente. A caçula Nina, por exemplo, nasceu dois meses após a mudança, e em momento algum os pais pensaram em tê-la em outra lugar, com os aparatos tecnológicos de um grande hospital.

Os relatos da família de Manu e Hugo são altamente indicados para experimentar uma vida simples em que se come o que se planta, em que banhos em águas cristalinas são frequentes e que o ar é tão puro que pode até fazer mal para pulmões urbanamente-poluídos.

Outra viagem que também passei a acompanhar foi a do aventureiro Jonas, que foi fazer um tour pelo mundo, no seu ano sabático. As fotos e histórias dele são postadas na página “Diz que fui por ai.”, do facebook (acesse aqui). Em meio a paisagens paradisíacas do Laos, Índia, Vietnã, Sri Lanka, Camboja, Jonas se insere no dia-a-dia da comunidade local, conhece diversos tipos de pessoas, ouve suas histórias e também aproveita para surfar. Essa, com certeza, é uma viagem que eu quero fazer, parece que ao ver as fotos eu já me imagino lá, vivendo e sentindo tudo que eu nem sei o que é, mas que me dá muita vontade de conhecer.

Jonas e as crianças de Laos

Jonas e as crianças de Laos

O bom é que para momentos de reflexão e de vontade repentina de fugir existem essas histórias, já para vontades constantes, o negócio é fazer um plano, arrumar as malas e se jogar na experiência de outra vida!

Bases_Assinaturas_ATerapiaDeAliceMye

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4 Respostas para "A arte de experimentar vidas"

  • Ilka Barreto Gama
    2 de maio de 2014 - 18:22 Responder

    Me lembro muito bem quando você era pequena e não encontrava muito sentindo em realizar algumas tarefas rotineiras e sempre dizia que queria ser “‘índio” e eu ficava toda preocupada com seu pensamento tão radical.
    Hoje você adora viajar e conhecer novas culturas e acho isso maravilhoso!!

    • mylenagama
      2 de maio de 2014 - 23:26 Responder

      Viu, Mami, tudo até que acabou bem! hahah

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