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O dia em que a bateria do meu celular acabou

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Há alguns dias eu seria o exemplo de pessoa que jamais leria esse texto. Sempre fui uma viciada assumida em celular, assim como sempre achei um saco qualquer pessoa que me falasse pra parar de mexer nele.
Pois bem. No último sábado fui a um barzinho com meus amigos e o inesperado aconteceu: a bateria do meu celular acabou. Eu estava sem carregador e ninguém tinha um para me emprestar. E eu não estava bêbada o suficiente para fazer uma peregrinação pelas mesas ao redor para saber se alguém tinha um carregador para emprestar. Parecia o fim.
Tentei deixar as coisas rolarem, afinal, estar em uma roda de amigos conversando com eles sem atualizar o instagram ou o facebook não devia ser algo tão ruim assim. Foi uma noite divertida, como sempre. E quando eu fui embora, eu percebi uma coisa: o tempo todo eu estava . Com os meus amigos, conversando, rindo, sem me importar quem curtiu ou comentou a foto sobre aquela noite.
Gostei da sensação de estar em um lugar e estar em um lugar. Entende? Não vou refletir sobre a frase clichê de que estamos tão preocupados em dividir com as outras pessoas aquele momento que é tão legal, que nos esquecemos de curtir o momento tão legal em si, porque já assumimos para nós  mesmos que vivemos na era do corpo “ali” e alma no whatsapp. No dia seguinte, experimentei ficar o máximo de tempo longe do celular também. E eu fiz uma coisa fantástica que há muito tempo não fazia: dormi nas horas vagas.
Os bares já têm adotado medidas para tentar nos desligar do mundo virtual enquanto tomamos uma gelada com os amigos. Alguns roteadores são renomeados com frases do tipo “largue o celular, curta o momento”, outros colocam a já famosa plaquinha “não temos wifi, conversem entre vocês”, e o mais criativo até hoje, foi lançado no ano passado, o “copo offline” do bar Salve Jorge, na Vila Madalena, em São Paulo, em que o copo só para em pé se apoiado num celular. Todas tentativas desesperadas em fazer o que nós deveríamos nos preocupar mais: conversar entre a gente.
Bom, depois de alguns dias longe do celular o tempo todo, eu percebi que o mundo não vai acabar se eu responder minha amiga depois. E que nada de extraordinário vai acontecer enquanto eu não atualizar o facebook. E só não proponho o Phone Stacking no próximo happy hour porque eu tenho filho! E mães nunca podem se desconectar 100% quando estão longe dos filhos, né? Mas agora estou ansiosa pelo o que eu posso fazer quando decidir não usar o celular. Terminar de ler aquele livro que eu nunca tenho tempo? Organizar minhas coisas? Assistir um filme? Sei lá, o céu é o limite. :D

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3 Respostas para "O dia em que a bateria do meu celular acabou"

  • OLIVIA M. G PAIVA
    27 de maio de 2014 - 22:52 Responder

    Priscila linda !! O Blog está cada vez melhor!!Essa postagem de hoje é um tapa na cara DO MUNDO !! BEIJO

  • Valeria
    28 de maio de 2014 - 03:07 Responder

    Adorei!!!

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