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Infinitas vidas que vivo

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Sem medo de parecer maluca, eu confesso: já me imaginei como personagens dos filmes que vi, dos livros que li e das músicas que ouvi. Mais do que isso, confesso sentir um aperto no peito, típico de saudades, por todos esses cenários de vida. É como se todos os sentimentos narrados me invadissem, na mesma medida em que eu me aproprio deles.

Achei que conforme os anos fossem passando, esse sentimento simplesmente desapareceria. Pensei que fosse coisa de adolescente sonhadora: me imaginar em cenários que nunca estive, com pessoas desconhecidas e em circunstâncias nunca vividas. Mas aparentemente não.

Obviamente não faço mais isso diariamente, enquanto aguardo o início de Malhação, comendo trakinas e tomando coca-cola. Mas às vezes no trânsito, às vezes na fila do mercado, às vezes naqueles minutinhos de preguiça antes de sair da cama. Às vezes, assim sem querer eu fico imaginando as milhares possibilidades de existência que eu poderia ter.

Imagina só o prazer e o medo de ser outra pessoa nesse mundo. Cada história, cada recorte, cada cenário e situação. É também por isso que todas as formas de arte continuam existindo e deliciando sonhadores e céticos.

Pode ser que a essência das minhas palavras rondeiem o “escapar da realidade”, mas eu não me importo. Pois viajando em romances, produções cinematográficas e canções, eu consigo descobrir, enxergar e sentir particularidades minhas que eu nem sabia que me habitavam.

Todas as vezes que eu me pego inundando por estas sensações, eu só respiro e deixo que me invadam. Porque é uma delícia ser musa de bossa nova, protagonista de Woody Allen e parceira de boemia de Aluísio de Azevedo. E se tudo der errado, se eu enjoar de estar em uma montanha russa, mas em meus próprios pés, se eu não achar a minha paz, eu me mando e acabo do México.

♪ Soul to Squeeze – Red Hot Chili Peppers (com muito amor ♥)

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6 Respostas para "Infinitas vidas que vivo"

  • Lara
    12 de julho de 2015 - 20:55 Responder

    Sinceramente? Perfeito! Me identifiquei muito com esse texto, vivo no mundo da lua, imaginando ser meus personagens favoritos!

    • a terapia de alice
      20 de julho de 2015 - 10:03 Responder

      Obrigada pelo carinho, Lara!! Cá entre nós, esse mundo da lua normalmente é muito mais divertido de se viver, né!? Beijos e continue com a gente :)

  • Bruna Valle
    14 de julho de 2015 - 20:34 Responder

    Uma parte do que sou ❤

    • a terapia de alice
      18 de julho de 2015 - 23:15 Responder

      Somos todas feitas de tantas pequenas partes, né Bruna!? Continue com a gente, beijos!

  • Jéssica Almeida
    28 de agosto de 2015 - 15:34 Responder

    Suuuper me identifiquei!!!

    • a terapia de alice
      29 de agosto de 2015 - 23:35 Responder

      Eba, que ótimo, Jéssica! :) <3 Beijos

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