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O que não mata, ensina

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Parece até coisa de comédia romântica o quanto alguém é capaz de aprender errando. Nessas histórias, a mocinha sempre volta para o príncipe que ela desistiu, mas na vida real o aprendizado dói mais do que em um filme. A vida chega para ensinar do modo dolorido, derrubando uma coisa por vez, para então aprendermos a reconstruir. É um processo longo, triste, e você foi um deles.

Sempre tive um espírito de me importar mais com os outros do que comigo mesma, e quando você chegou isso multiplicou. Cuidei mais de você do que de mim, amei demais enquanto você me machucava e eu estava cega para perceber. A desistência era uma opção, mas o medo de magoar alguém que eu tanto cuidei foi maior. E então, no momento mais inesperado foi você quem me deixou. Fiquei sem chão, sem ter de quem cuidar e quem cuidasse de mim.

Achei que esse sentimento de dor nunca iria passar, mas passou, e quando eu menos esperava a felicidade chegou sem bater na porta. Não me arrependo de ter feito tanto por você, porque eu só te ofereci o meu melhor, mesmo recebendo o pior. Sabe, acontecimentos ruins servem para deixar os bons melhores ainda, e eu não sei como você está, mas não te desejo nada de ruim. Você me ensinou da pior maneira possível que não se pode cuidar de alguém antes de cuidar de si próprio.

Eu insisti mais do que deveria, e agora chegou a minha hora de partir, pois não vale a pena manter perto alguém que não faz esforço para me fazer feliz. Às vezes é preciso ser egoísta e considerar mais a si próprio do que a toxicidade alheia. Hoje posso olhar para trás e sorrir, posso ver você com um sorriso no rosto mesmo quando você deixou uma cicatriz no meu coração. Você me ensinou, e eu aprendi, a gente colhe o que planta, e estou pronta para colher o meu melhor.

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Uma Resposta para "O que não mata, ensina"

  • Luana
    29 de julho de 2016 - 11:30 Responder

    Uaaal. Me identifiquei. Disse tudo!

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